Diga Não à Violência

A violência contra a mulher está em todo lugar e aumenta a cada dia. Nas ruas e até dentro de casa, você pode ser atacada. Desde ofensas verbais até estupros, espancamentos e assassinatos, esta violência atinge mulheres de todas as classes sociais e no mundo inteiro.Mas a violência contra a mulher é crime: nada a justifica e ninguém é obrigada a aceitá-la passivamente. No mundo todo as mulheres erguem suas vozes para exigir seu direito à segurança, à integridade física e a serem respeitadas como seres humanos. Chegou a hora de acabar com o mito de que a mulher gosta de ser violentada e que provoca a violência. Para isso é preciso DENUNCIAR e exigir a punição dos agressores. Uma passagem pela polícia é a melhor lição para um agressor de mulheres. Só assim podemos ter esperança numa sociedade melhor para nós e para nossas filhas, onde todas as pessoas sejam respeitadas em sua dignidade.Clique aqui para conhecer links de interesse da mulher.




Você pode deixar sua contribuição nesta página, preenchendo o formulário abaixo, com sua opiniãosobre o tema. Mas se você foi mais uma vítima da violência, conte resumidamente sua história.Não deixe de preecher os campos marcados com *.Não é neccessário indicar o seu e-mail e o nome pode ser qualquer um.

Seu Nome: *
Seu Endereço Eletrônico:
Sua opinião ou história aqui: *



Mila Ramos
Prezado amigo:
Um grande abraço pela sua iniciativa: sua HP não só é bela, como também é prestadora de serviço à comunidade feminina que não consegue, sozinha, defender-se da brutalidade e da ignorância de alguns homens.Espero que os depoimentos surjam! Pretendo passar adiante este seu site para difundi-lo.Obrigada.
Agnes Maia
Felizmente eu não tenho uma história a respeito para contar mas fico feliz em saber que hoje em dia já existe uma preocupação maior em relação a este assunto, inclusive orientando as mulheres que já foram ou são , vítimas de tais agressões.
Laudelina Inácio Antunes
Qualquer pergunta sobre a violência contra a mulher deve ser enfocada sob dois aspectos: a violência externa e a violência doméstica praticada pelo pai, padrasto, marido, companheiro, irmão, filho ou qualquer outro familiar. Isto porque são diferentes, por exemplo, as causas de um estupro praticado por um desconhecido e o praticado pelo pai ou padrasto. Assim, a violência contra a mulher não pode ser inserida na análise global da falta de segurança pública. Não há nada mais aterrorizante e chocante, que se verificar no lugar onde deveria existir AMOR e compreensão, haja mágoas, ódios, pancadarias, agressões, estupros, etc. E os motivos são os mais diversos: desde o fator social do desemprego do homem, do alcoolismo, da fome, até a simples imposição do machismo e de sua supremacia física. Exemplificando: em 10 ocorrências policiais, principalmente da periferia, em 8 o homem encontra-se desempregado e, para satisfazer a sua frustração, espanca sua companheira por motivos banais e, na maioria, risíveis. As polícias, Militar ou Civil, por mais equipadas e bem dirigidas, não podem garantir a segurança de uma cidadã dentro do seu próprio lar. Isto porque 90% das ocorrências registradas aconteceram dentro das quatro paredes de uma casa, sem nenhuma testemunha, ou, o que é pior, na frente dos filhos. Entretanto, as estatísticas demonstram que apenas 10% das mulheres estupradas, ameaçadas, agredidas, violentadas, procuram ajuda de uma delegacia. As outras preferem o silêncio, a sobrevivência, e, apenas 2% destas mulheres denunciantes, persistem na busca de seus direitos, retornando para os depoimentos e investigações necessárias. As demais, desaparecem. Acrescente-se, ainda, a estas causas sociais, o espetacular avanço profissional feminino neste século, gerando insegurança aos homens da classe média e, até mesmo, na classe alta, bem como a infidelidade, atualmente intolerável pela mulher independente economicamente. O primeiro passo encontra-se na reformulação da educação básica de nossos filhos, alterando conceitos discriminatórios como: "azul é de homem e rosa é de mulher", ou, "homem não chora", e, ainda, "lugar de mulher é em casa", conceitos estes que ensinam o homem a ser dominador e a mulher mais dependente. Ambos, marido e mulher, devem se respeitar, em todos os sentidos, para que, satisfeitos os seus direitos e oportunidades, possam realmente exercer suas atribuições sociais, em clima de paz e harmonia. A nível de repressão à violência doméstica, além da instalação de Delegacias da Mulher nas maiores cidades, é necessário a implantação de medidas que facilitem o acesso da mulher da periferia, bem como a implantação em caráter emergencial de albergues, para as mulheres violentadas. Isto porque, a maioria que procura a polícia, não possui um "passe de ônibus" ou um teto para onde retornar. Outra importante medida, seria a criação de central de flagrante com plantões nas Delegacias da Mulher, haja vista que a violência doméstica normalmente ocorre no período noturno, impossibilitando o acesso da mulher ao socorro policial especializado, como também ao flagrante do agressor.
Laudelina Inácio Antunes é Delegada de Polícia.(Extraido da Revista Consulex).
Marta Suplicy
De início, preciso o que entendemos como violência contra a mulher: "se refere a qualquer ato de violência que tem por base o gênero e que resulta ou pode resultar em dano ou sofrimento de natureza física, sexual ou psicológica, inclusive ameaças, a coerção ou a privação arbitrária da liberdade, quer se produzam na vida pública, quer na vida privada" (Plataforma de Ação Mundial de Beijing, art. 113). "É um dos mecanismos sociais fundamentais mediante os quais a mulher é forçada a uma posição de subordinação, comparada com a do homem" (art. 117). A violência contra a mulher decorre das relações desiguais entre mulheres e homens, estabelecidas pela cultura dominante. Deriva de práticas e valores culturais, que se apóiam em normas discriminatórias e legislações inadequadas. No século XX, a condição da mulher, na sociedade, se alterou. As mulheres estão reagindo à sua exclusão histórica e buscando novos padrões de relações interpessoais e sociais. Paradoxalmente, esse avanço da mulher provoca reações mais evidentes, por parte dos homens, que ainda não mudaram sua forma de encarar as relações interpessoais e sociais, à luz da alteração do status das mulheres na sociedade. Não sabemos bem ainda se aumentou o índice de violência contra a mulher ou se, hoje, a violência contra a mulher saiu da invisibilidade, passou de problema privado para crime e questão social, e se mostra nas aterradoras estatísticas divulgadas. Ações:
a) É preciso que o governo cumpra o Plano Nacional dos Direitos Humanos, que prevê ampla campanha nacional sobre a violência contra a mulher e outras ações importantes, na área. Embora eu tenha apresentado emendas ao orçamento da União, prevendo recursos para essa campanha, contraditoriamente, o Governo as vetou;
b) É preciso que os governos estaduais com convênios, também mantenham redes de serviços de apoio às mulheres em situação de violência: Delegacias Especializadas com pessoal qualificado e infra-estrutura adequada; Centros Integrados de Atendimento Jurídico, Psicológico e Social e Abrigos Temporários para mulheres em risco de vida;
c) É preciso introduzir, na rede pública, programas de orientação sexual que incluam formação de novos padrões de relações entre mulheres e homens. Apresentei projeto, nesse sentido, na Câmara Federal;
d) É preciso tipificar o crime da violência contra a mulher e de assédio sexual (diluídos em nosso Código Penal). Apresentei, também, projetos nesse sentido. É preciso modificar a forma de encarar os crimes de natureza sexual contra a mulher, até agora incluídos no Código Penal como "crimes contra os costumes". Devem ser tratados como "crimes contra a pessoa";
e) É preciso, mais do que tudo, que os poderes constituídos e, especialmente, o Judiciário, acompanhem toda a evolução nessa área, incorporem os direitos das mulheres (e das meninas) como direitos humanos e entendam a violência contra a mulher, como uma grave violação dos direitos humanos.
Marta Suplicy é Socióloga e Ex Deputada Federal.(Extraido da Revista Consulex).
Deborah Souza Menezes
Fatores Diversos são os fatores, na era moderna, que contribuem para o crescente índice de violência contra a mulher e dentre eles podemos destacar o alcoolismo, o desemprego, a pobreza, o stress, as drogas, a falta de religiosidade, etc. A meu ver, entretanto, o principal é o fator cultural, onde o homem considera a mulher um ser inferior, de sua propriedade, para atendê-lo e satisfazê-lo quando bem entender. Vale salientar que a mulher, temerosa e passiva ante a violência, com baixo nível de auto-estima contribui, em grande parte, para a continuidade desta.
Soluções - A solução, a curto prazo, ocorreria com a denúncia do crime pela vítima, agilidade nos processos com sentenças mais rigorosas e prisões imediatas, penalizando o autor a exercer funções consideradas tipicamente femininas, tais como: lavar; passar; cozinhar; trocar fraldas; arrumar casa; etc. Em suma, uma imediata resposta da sociedade ao agressor, a fim de que a Justiça não seja objeto de descrença entre a sociedade.
A médio prazo, excelente remédio seria a prevenção e conscientização de todos os segmentos da sociedade nesta campanha, vez que o ideal é que a violência seja extirpada do seio da sociedade, onde o próprio agressor, geralmente, é filho desta. Importante fator é a educação nos lares e escolas, proferindo-se palestras, distribuindo-se cartilhas com conteúdo educativo e preventivo, salientando que a DEAM vem executando este trabalho e, em breve, lançará a nova cartilha de orientação e prevenção de crimes contra a mulher. Vale salientar que muitos homens já estão conosco nesta luta contra a violência.
Deborah Souza Menezes é Delegada de Polícia.(Extraido da Revista Consulex).
Esdon de Arruda Câmara
Não gosto da expressão violência contra a mulher, e coisas mais como direitos da mulher, Delegacia da Mulher, etc. Isto tem o ranço feminista de Betty Friedman que não deixa de ser uma extensão machista from 19th Century, isto num enfoque sociológico posto que, juridicamente, o gosto é de pura inconstitucionalidade ("Homens e mulheres são iguais em direitos e obrigações...", conforme o inciso I, art. 5º, da Magna Carta). Desse modo, porque não se falar em violência contra o homem, delegacia do homem, direitos do homem, etc.? Não estaria, o homem, sendo vítima de violência que deveria ser apurada numa "delegacia do homem", toda vez que uma mulher, de faca em riste decepa-lhe os genitais? E quando a "santa" esposa, doente de ciúmes, põe uma chaleira no fogo e quando o infeliz adentra o sacrossanto ambiente do lar, recebe uma boa carga de queimaduras de segundo e terceiro graus?... E aí?! A "fragilidade" feminina é uma balela. Ela é poderosa ao disputar espaço com o homem na busca dos meios de sobrevivência (empregos), mas se torna uma "coitadinha" quando, litigando por alimentos, adentra a sala de audiências de uma Vara de Família e, na frente do Juiz, do Promotor e do "monstro", com quem se casou, se debulha em lágrimas. Não há, pois, falar-se em violência contra a mulher e, sim, em violência contra o ser humano. No tocante às soluções, as já preconizadas em trabalho anterior (solucionamento das questões referentes ao espaço vital lato sensu...) São os nossos pontos de vista os quais esperamos abarcar em trabalho específico, sem as limitações de uma simples entrevista, questões próprias da femininilidade como o estupro, o rapto, a sedução, etc...
Esdon de Arruda Câmara é Magistrado e Mestre em Direito. (Extraido da Revista Consulex).
Marcia do Rego Barros
Veja a que ponto chega a loucura humana quando pessoas mal preparadas chegam ao poder. O governo do Afeganistão está empreendendo uma guerra contra as mulheres. A situação está tão ruim que um editorial do Times comparou o tratamento das mulheres no Afeganistao ao tratamento dos judeus durante o pré-holocausto na Polonia. O regime fundamentalista do Taliban chegou ao poder em 1996. Desde então as mulheres passaram a ter que usar a burqua, um vestido longo com uma carapuça que esconde a cabeça, e que tem uma tela por onde elas podem enxergar. São apedrejadas em publico se não usam o traje formal, e isso não apenas se não tem a malha que cobre a frente dos olhos. Uma mulher apanhou até a MORTE de um grupo de fundamentalistas por expor o braço dela acidentalmente enquanto estava dirigindo. Outra foi apedrejada até a morte por ter tentado deixar o pais com um homem que não era um parente. As mulheres estão proibidas de trabalhar ou até mesmo estar em publico sem um parente masculino. Profissionais como professoras, tradutoras, doutoras, advogadas, artistas e escritoras foram afastadas de seus trabalhos e trancafiadas em casa. As casas onde há uma mulher tem que ter as janelas pintadas para impedir que elas sejam vistas por estranhos. Elas tem que usar sapatos silenciosos para nunca serem ouvidas. Mulheres vivem com medo de perder a vida por causa de um leve deslize no comportamento que é imposto. Como elas não podem trabalhar, seus parentes masculinos ou maridos; ou estão passando fome até a morte ou estão mendigando na rua. Não há quase nenhuma instalação médica disponível para mulheres, e muitos profissionais da área da saúde, em protesto, deixaram o pais levando medicamentos e outras coisas necessárias para tratar o crescente índice de depressão entre mulheres. Não há como, nessa sociedade fundamentalista islâmica, saber a taxa de suicídio com certeza, mas calcula-se que a taxa de suicídio entre mulheres aumentou significativamente, já que não podem achar tratamento para a depressão severa, e não suportam a mudança radical em suas vidas.Num dos raros hospitais para mulheres, um repórter encontrou corpos quase inanimados, imóveis em cima de camas, embrulhados emburquas, sem vontade de falar, comer, fazer qualquer coisa. Outras enlouqueceram, são encontradas pelas esquinas, balançando o corpo ou chorando, a maioria com medo. Um médico esta' considerando, quando o pouco medicamento que resta acabar, deixar estas mulheres na frente da residência do presidente como uma forma de protesto. Chegou-se ao ponto em que o termo violação dos direitos humanos é desconhecido. Homens tem o poder de vida e morte sobre as mulheres, especialmente as esposas. Mas qualquer homem tem o mesmo direito de apedrejar ou bater numa mulher, mesmo que desconhecida, se ela simplesmente expor uma polegada do corpo, mesmo que acidentalmente. Dizem que o Ocidente não deveria julgar o regime fundamentalista do Afeganistão, porque essa é uma questão cultural. Mas nem isso é verdadeiro. Mulheres desfrutavam de uma liberdade relativa para trabalhar, geralmente vestiam-se como quisessem, dirijiam e apareciam sozinhas em público. Isso até 1996.A rapidez dessa transição é o principal argumento, para a depressão e suicídio: mulheres que eram pedagogas ou doutoras ou simplesmente desfrutavam da liberdade básica para qualquer ser humano agora são severamente reprimidas e mal-tratadas em nome da ala fundamentalista doIslã.Se a OTAN usou sua forca militar em Kosovo em nome dos direitos humanos, por causa da segregação racial contra os Albaneses, então o Ocidente também pode se expressar contra a opressão, o assassinato e injustiça cometida contra mulheres pelo Taliban.
Simone de Melo Carvalho
Não tenho nada a relatar sobre algo que aconteceu comigo, mas vejo a crueldade que é feita com nós mulheres, pois a violência praticada contra uma mulher atinge a todas nós, porque o que aconteceu com você hoje, pode acontecer comigo amanhã. Me preocupo muito com isso, pois tenho medo de ser mais uma violentada não só por estranhos, mas também por meu companheiro, afinal tudo é belo quando se namora, mas depois no dia-a-dia a coisa muda muito de figura. Acho que devemos todas nos unir em combate a essa sociedade ridícula, machista, que depende de tudo para tudo de nós, pois se eles existem é porque uma mulher os carregou 9 meses dentro do ventre dando-lhes amor, carinho, compreenssão, mesmo quando as fazem sentir dor; e o que merecemos é tapas, xingamentos, ofensas a nossa moral ? Isso tem que mudar e vamos conseguir mudar isso o mais breve possível, basta acreditar e lutar em todos os nossos dias, afinal quem acredita sempre alcança.

Raimundinha Mendes
Algumas das muitas restrições impostas pelo Taliban às mulheres do Afeganistão

Essa lista vai mostrar uma pequena parte da terrível vida das mulheres e não será capaz de expor profundamente a humilhação, sofrimento e privações que sofrem. Taliban trata mulheres pior que animais. Eles declararam ilegal manter animais presos em gaiolas ou jaulas, enquanto mantém como prisioneiras nossas mulheres, entre as quatro paredes de suas casas. Exceto para produzir crianças, satisfazer as necessidades sexuais dos homens ou o fazer o trabalho enfadonho da casa, as mulheres não tem nenhuma importância aos seus olhos.

1. É absolutamente proibido as mulheres qualquer tipo de trabalho fora de casa, incluindo professoras, médicas, enfermeiras, engenheiras etc.
2. É proibido às mulheres andar nas ruas sem a companhia de um mahram (pai, irmão ou marido).
3. É proibido falar com vendedores homens.
4. É proibido ser tratada por médicos homens.
5. É proibido o estudo em escolas, universidades ou qualquer outra instituição educacional.
6. É obrigado o uso do véu completo (Burqa) que cobre a mulher dos pés a cabeça.
7. É permitido chicotear, bater ou agredir verbalmente as mulheres que não estiverem usando as roupas adequadas (burqa) ou que estejam agindo em discordância com o que o Taliban quer, ou ainda que esteja sem seu "mahram".
8. É permitido chicotear mulheres em público se não estiverem com seus calcanhares cobertos.
9. É permitido jogar pedras publicamente em mulheres que tenham tido sexo fora do casamento (vários amantes foram apedrejados até a morte).
10. É proibido qualquer tipo de maquiagem ( muitas mulheres tiveram seus dedos cortados por pintar as unhas).
11. É proibido falar ou apertar as mãos de estranhos.
12. É proibido à mulher rir alto. (nenhum estranho pode sequer ouvir a voz da mulher)
13. E proibido usar saltos altos que possam produzir sons enquanto andam, já que é proibido a qualquer homem ouvir os passos de uma mulher.
14. A mulher não pode usar taxi sem a companhia de um "mahram".
15. É proibida a presença de mulheres em radios, televisão ou qualquer outro meio de comunicação.
16. É proibido às mulheres qualquer tipo de esporte ou mesmo entrar em clubes e locais esportivos.
17. É proibido às mulheres andar de bicileta ou motocicleta, mesmo com seus"mahrams".
18. É proibido o uso de roupas que sejam coloridas ou, em suas palavras "que tenham côres sexualmente atrativas")
19. É proibida a participação de mulheres em festividades.
20. As mulheres estão proibidas de lavar roupas nos rios ou locais públicos.
21. Todos os lugares com a palavra "mulher" devem ser mudadas, por exemplo: "o jardim da mulher" deve passar a se chamar "jardim da primavera".
22. Às mulheres sao proibidas de aparecer nas varandas de suas casas.
23. Todas as janelas devem ser pintadas de modo as mulheres não serem vistas dentro de casa por quem estiver fóra.
24. Os alfaiates são proibdos de costurar roupas para mulheres.
25. Mulheres são proibidas de usar os banheiros públicos (a maioria não tem banheiro em casa).
26. Ônibus públicos sao divididos em dois tipos, para homens e mulheres. Os dois não podem viajar em um mesmo ônibus.
27. É proibido o uso de calças compridas mesmo debaixo do véu.
28. Mulheres não podem se deixar fotografar ou filmar.
29. Fotos de mulheres não podem ser impressas em jornais, livros ou revistas ou penduradas em casas e lojas.
30. O testemunho de uma mulher vale a metade que o testemunho masculino, a mulher não pode recorrer a corte diretamente - isso tem que ser feito por um membro masculino da sua família.
31. É proibido às mulheres cantar.
30. É proibido a homens e mulheres ouvir música.
31. É completamente proibido assistir filmes, televisão, ou vídeo.

Milena Davoli Nabas de Melo
Não basta desenhar uma linda borboleta: é preciso que muita gente veja este desenho. Se a linda borboleta não for divulgada, e bem divulgada, corre o risco de se tornar invisível. É imenso o desafio de se fazer chegar à sociedade a importância do combate da violência contra a mulher. Absurdo são dados estatísticos que demonstram que 25% das mulheres de todo o mundo são vítimas, pelo menos uma vez na vida, de violência sexual. 120 milhões de mulheres no mundo sofreram mutilação sexual. É imprescindível que a mulher denuncie seu agressor para que as Autoridades competentes possam tomas as providências cabíveis em cada caso, fazendo cessar a impunidade, que gera a violência. No Brasil, com o advento da Lei 9.099/95 (Lei dos Juizados especiais criminais), houve um grande retrocesso no que diz respeito à mulher, tendo em vista que a integridade física, garantida constitucionalemnte tornou um bem disponível, devendo-se levar em consideração que a exigida "representação" nos casos de lesão corporal de natureza leve, passou a ser banalizada, fazendo com que o autor de delitos desta espécie não sejam punidos por falta de orientação à vítima. Quando acontece a punição, o agressor é condenado a pagar uma cesta básica, o que fará com que novamente a mulher e a família do agressor tornem-se vítimas, pois na maioria dos casos, agressores e vítimas pertencem à classe baixa, e esta cesta básica fará falta na mesa da família. É necessário que a política e as leis de violência contra a mulher sejam reformuladas... com urgência! A autora da mensagem é delegada da Mulher de Andradina/SP
Mariana
Tinha 13 anos quando ao sair de uma festa da escola passando em uma rua, um homem me puxou e me levou pro mato; não só me estuprou como também me deixou marcas horríveis nas costas e nas coxas.Minha vida parou alí. Hoje tenho 15 anos e não vivo mais como antes porque simplesmente corromperam a minha inocência. Não contei a ninguém, por mêdo, por vergonha; vivo com isso e viverei até o fim de minha vida !!!

Marcia Moraes
Apesar de tomarmos conhecimento, cada vez mais, das injustiças sociais contra a mulher, infelizmente, poucas são as pessoas que têm a coragem de, efetivamente, abrir espaço para este tipo de discussão. Por isso, acredito ser muito oportuno um espaço como este. É extremamente triste constatar que a maior parte das mulheres permanece calada e, como tenho afirmado em vários momentos, muitas delas passam pela terrível experiência de "confessar" o crime por terem sido subjugadas aos desmandos daqueles homens que as maltratam. Acontece que o crime não é delas!! Em contrapartida, a sociedade tende a ver essas agressões contra as mulheres como algo único, como uma aberração e não como uma prática constante em nossa sociedade. Não, os crimes contra as mulheres não são aberrações, não são fatos únicos, não são fatos esporádicos. Pelo contrário. Perdemos nossa humanidade ao constatar que estes são fatos corriqueiros, diários, praticados sem que o agressor tenha medo das punições, porque para a maioria dos casos elas não existem. Sem dúvida, falta espaço para falar, para denunciar, para analisar e, por isso, estarei sempre apoiando qualquer medida que tente reverter a situação anti-humanista a qual nos submetemos todos os dias e, acredito, este site precisa ser conhecido por um número infinito, tanto de homens quanto de mulheres.
Marcia Moraes é autora do livro "Ser Humana-Quando a mulher está em discussão".
Editora DP&A

Fernanda
Estou no 3º ano de direito e estudando por conta própria a evolução do direito da mulher...nunca vi tanta discriminação sobre a mulher e simplesmente só se divulga a de raça...a mulher mais uma vez foi esquecida...pretendo elaborar minha monografia em cima do direitos das mulheres para que as mesmas não sejam mais humilhadas ou até mesmo violentadas por serem consideradas como sexo fragil, considero acima de tudo a mulher muito mais forte de personalidade do que muitos homens...não quero mais ver mulheres apanhando e nada acontecendo...chega...

Thiago M. R. e Fernandes
A perversidade,a intolerância,hipocrisia,a desumanidade e o desequilíbrio sempre acompanharam a falsa e patética evolução dos homens.Na figura terna de todas as mulheres que se prezam é inconcebivel poder aceitar qualquer tipo de agreção. Graças à educação que recebi eo bom senso o qual sempre fez parte da minha índole, jamais irei fazer parte do bando de homens que maltratam todas essas mulheres maravilhosas as quais merecem muito carinho e respeito.Sou lutador de Karatê se esses caras são homens pra agredir mulheres,eles que venham me encarar pois irão levar porrada atrás de porrada.Débeis!

AP
Não é somente minha opinião e sim um fato real acontecido em minha familia. Moro no Acre e há mais ou menos uns 15 anos atrás minha tia foi assassinada pelo proprio marido dentro do carro da familia, era uma violencia que já acontecia há mais de 10 anos dentro de sua casa; ele um homem muito violento quando batia na esposa batia tambem nos seus filhos era recalcado por ela ser a secretaria do diretor do INCRA e ele o motorista onde ele limpava o banco para ela poder sentar, tanto ele prometeu que no dia do aniversário de uma sobrinha de 7 anos ele pediu que ela se arrumasse que todos de lá iriam para festa ela como sempre muito bonita ficou feliz pois sua vida era ir de casa para o trabalho e do trabalho para casa era um dos maiores divertimentos de sua vida uma festa na familia pois ela não tinha vida social nenhuma ele sempre afirmava que quando estivesse com raiva de nada era capaz mais caso ele estivesse sorrindo não duvidase do que ele poderia fazer nesta noite deixou 3 dos 4 filhos em casa e saiu com ela dizendo para os filhos que iria dar uma volta com a mãe. No amanhecer do outro dia o filho que na epoca teria somente 9 anos ligou para minha mãe e disse: Tia a mãe esta ai, e minha mãe respondeu que não, tia eu acho que o pai matou a mãe porque ele saiu com ela e não voltou mais. Minha mãe saiu para ir ao pronto socorro onde ela trabalhava e perguntou para os amigos se ninguem sabia noticia de uma mulher e deu as caracteristicas de minha tia e responderam que um homem em um fusca cinza trouxe uma mulher já morta com um tiro na cabeça alegando te-la encontrado em uma sajeta minha mãe com quase absoluta certeza que era minha tia foi até o IML da cidade quando lá chegou foi ver e confirmar que realmente minha tia tinha sido morta com uma bala na cabeça de um revolver 38 um tiro a queima roupa o rosto todo queimado de polvora e ela morta em uma pedra do necroterio de um IML foi para casa estraçalhar o coração de minha vó que desde esse dia em diante nunca mais foi feliz, ele fugiu ficou 2 anos foragido um dia resolveu apresenta-se alegando esta arrependido do que tinha feito no seu julgamento seu advolgado fez minha tia deixar de ser vitima para virar vilã porem resulmido ele pegou 7 anos de regime semi-aberto onde só precisava apresentar-se para dormir no presidio e com seu comportamento sua pena foi ainda mais reduzida sendo que a pena de minha tia não foi reduzida foi perpetua pois ficou sem a vida sem os filhos sem o direito de ser feliz. Ele não só matou sua esposa como a mãe de seus filhos a filha caçula de minha vó e com sua vida levou toda saúde e felicidade de uma mãe. Hoje tem uma nova esposa novos filhos e uma outra vida é "feliz".

Denilson Costa
Acabo de escrever um livro que trata da violência contra a mulher, mais precisamente da violência sexual. A obra foi escrita com base em um depoimento de uma mulher que sendo vítima de um estupro acabou tendo o filho. Durante algum tempo aquela mulher via no filho a perpetuação do sofrimento, pois ele era a imagem do agressor. Entretanto, o tempo se encarregou de mostrar a ela que até mesmo um filho indesejado tem um valor. A obra, no entanto, não defende, nem tão pouco acusa a interrupção da gravidez pós-estupro. Ao escrever essa história quis antes de tudo fazer um mergulho nos relacinamentos humanos e mostrar que apesar de todas as injustiças que povoam o mundo o amor sairá vencedor dessa batalha. Espero em breve poder compartilhar essa emocionante história com todos os leitores que por ela se interessar. Denilson Costa é estudante de Jornalismo pela Universidade Federal do Tocantins e futuro escritor.

Vera
Fico impressionada ao ler uma mensagem como a de nosso mestre em direito Dr. Edson de Arruda Camara, nao podemos generalizar, há casos e casos. Concordo que há certas loucuras que muitas mulheres fazem e muitas más intenções ... mas na grande maioria das vezes as coisas não sãoo bem assim ... Tenho 26 anos sou casada há 1 ano e meio, tenho um filho de 5 meses e sofro violência doméstica; exatamente este nome propriamente dito, VIOLÊNCIA DOMÉSTICA praticamente desde que casei, nao sou estuprada pelo meu marido nem tanto espancada de parar no hospital, o que ocorre e na mais pura covardia que ele com certeza não se permite enxergar ... Ele quebra meus móveis ... Me bate em lugares onde não ficam marcas (tapas, socos na cabeça, cabeçadas e puxões de cabelo)e por fim diz que eu provoquei. Destrói minha auto estima, me faz sentir pequena ... Isso não é sempre aconteceu algumas vezes e após alguns dias eu acabo pesando os prós e contras, acredito que isso vai mudar e relevo. Hoje eu nao sei o que fazer, os sentimentos se misturam dentro de mim , como podem caber tantos homens dentro de um só. Geralmente ele é bom, responsável, carinhoso... passam alguns meses e BUMM explosào ... Muitas pessoas diriam: ela deve se separar ... eu também acho . trabalho, tenho meu dinheiro, minhas coisas ... mas não estou preparada . Eu o amo e preciso tentar pelo menos mais uma vez por ele, por mim e pelo meu filho. Sua infância foi conturbada e sei que tem questões a resolver dentro de si ... li sobre uma doença chamada Transtorno explosivo da personalidade CID10 acho que é o seu caso ... Vamos tentar juntos descobrir a saída para estes repentes essa violência desnecessária ... se após mais esta tentativa acontecer novamente simplesmente vou desistir do meu sonho do casamento "feliz"com o homem que escolhi desde tão menina ... Estão carissímo Dr. Edson muitas mulheres tentam exaustivamente ao seu maxímo até chegarem no momento de estarem na frente de um Juiz debulhando-se em lágrimas ... Reflita, nem sempre temos razão porque somos intelectuais, informados, estudados, mestres, doutores ... Devemos conhecer a dor dos outros em sua raiz . Boa sorte a todos

Maria
Sinto-me sufocada! Estou casada há 14 anos e não tenho liberdade nenhuma em casa. Adoro quando chega o momento de ir trabalhar. Odeio o momento que tenho que voltar pra casa. Só volto por causa do meu filho.Não posso limpar a casa quando o "indivíduo" está. Não posso chamar atenção do meu filho, que ele diz que estou agredindo meu filho. Não posso sair para visitar alguém ou ir a uma festa, que ele diz que sou vagabunda. Não posso receber amigos, os quais já não vem mais em casa, por perceberem que o ambiente não é bom. Nem amiguinhos do meu filho não gostam de vir em casa, suas mães não gostam . Tentei separação, ele foi agressivo, inclusive durante a audiência. Confesso que tenho medo dele. Sinto que ele é um homem, (se é que pode ser chamado de homem,)Traiçoeiro. Depois da audiência houveram outras agreções, alem das verbais e psicológicas costumeiras. Houve a violência física, inclusive com ameaça para a minha vida e de meu filho, que é uma criança~com neces sidades temporariamente especiais. Incentivo meu filho a gostar do pai e digo a ele que o problema é só meu e do pai dele. Arependi-me de ter voltado atrás quando tinha entrado com processo de separação. Burro que sou ele disse-me que lhe desse mais uma chance, pensei em meu filho, na vida dele, e em como seria criar sozinha uma criança com necessidades especiais. Nas coisas que adquiri com tanto sacrifício e que teria que dividir. O terreno, A casa que é simples e tudo que tem dentro dela fui eu quem coloquei com meum trabalho. Quando recebia meu pagamento mostrava a ele meu Holerit. Era ele quem controlava minha conta corrente que era conta salário mas eu o incluia nas contas. Achava eu que quem sabe ele percebesse que eu me esforçava e talvez ele se esforçasse para termos uma vida melhor. A cada dia minha vida é uma nuvem negra. como um túnel fechado. Sinto-me só, sem saber o que fazer. Tudo o que está acontecendo comigo está influenciando meu novo emprego, que é uma mar avilha, pois estou muito estressada, nãoi consigo memorizar tarefas e palavras, ando esquecida, apática . Estive desenpregada por 04 meses e ele, além de usar o restante do meu dinheiro para financiar suas inconsequencias, comprando besteiras, me joga na cara que me sustenta, eu que nunca deixei de pagar minhas contas e inclusive as dele, pois em outros empregos ganhava sempre mais que ele. Ele que ficou desempregado por mais de dois anos...Queria orientar-me. Quando se está com problemas muito sujos, os amigos desaparecem, parentes então, nem te ligam. Acham que estou exagerando, que ele é um bom homem. Ele tem cara de bonzinho, ensina informática e para eu estar aqui tenho que me esconder. Para conseguir qualquer coisa em casa, ouvir um rádio, assistir a um programa na televisão tem que ser se ele deixar. Ate escrever estas linhas, ele está no banheiro. Briguei com meu filho para conseguir sentar aqui e pedir este socorro. Estou perdendo o controle sobre a educação e disciplina do meu filho que tem 08 anos de idade. Quando recebo e-mails ele, o "individuo" apaga para que eu n ão os leia. Queria esperar até acabarem as aulas do meu filho. Meu filho estuda em escola normal no 2ºano mas tem aula de recursos, fonoterapia e outros tratamentos aqui no meu bairro. Meu filho é para mim um farol. Quando o farol está quase sem luz eu troco a lâmpada. Quando estou sem orientação, recebo forças dele. Sei que um dia serei feliz. Tomara que este dia não demore muito. Creio no meu Pai Supremo e sei que não sou a unica a passar por tudo isso. Muitas se calam,como eu me calei por tanto tempo. A ex esposa do "individuo" foi mais esperta, o abandonou depois de seis meses de casada. No começo ele era bonzinho, amigo, transmitia confiança. Depois do casamento ele mostrou quem era um monstro manipulador e sossegado. Não faz nada além de ficar com a televisão ligada, mão dentro da calça mexendo no computador tomando cerveja ou café, ou sua caipirinha, nem para pregar um prego, presta. Não vou deixar meu endereço porque não vai adiantar. Ele não deixara nem eu receber, vai apagar mesmo, mas serviu para desabafo. Espero que outras leiam e não se deixem enganar por canalhas como estes, eles existem aos montes, Inteligentes, com cara de bonzinhos, transmitem confiança, mas não passam de canalhas...

Batalhadora
Tenho 49 anos e casei-me com 31. No início do casamento até 3 anos foi tudo bem. Depois ele começou a sair com amigos e voltar altas horas da madrugada quase sempre embriagado, começaram as discussões e ele dizia que não faria mais isso, mas sempre repetia esta atitude. Com o tempo ficava agressivo mesmo estando sóbrio sem bebida, quando era contrariado por qualquer motivo irritava-se e já explodia, agredia-me com palavrões obcenos, denegria a minha outo-estima. Procurei informação sobre problemas psiquiátricos, achei que era depressão e incentivei-o a procurar ajuda profissional. Mas de nada adiantou, um dia quando teve aquela explosão de agressividade jogou todos os remédios em mim afirmando que a louca em casa era eu, depois disso abandonou o tratamento. Após ler mais sobre o assunto sobre maridos agressivos, penso que ele tenha transtorno explosivo da personalidade. Além da violência psicológica, sofro com violência física, empurrões, tapas, puchões de cabelos e cabeçadas e as agressões não continuam porque começei a usar como estratégia para não ser mais agredida, fico completamente imóvel olhando para baixo. Hoje, depois 16 anos de casamento e um filho de 13 anos, tomei uma atitude procurei um Advogado e quero a separação,estou sofrendo pressões como xingamentos e ameaças que vou ter que dividir tudo que tenho, apesar der trabalhado muito e na maioria das vezes contribuido mais no orçamento familiar. Depois que ele passou a ganhar mais do que eu, joga sempre na minha cara essa condição, dizendo que as coisas boas quem paga é ele (esqueçeu o passado, quando abri mão de várias coisas para pagar suas dívidas). Cheguei a tal ponto, que não tenho necessidade sexual e as vezes sinto repugnância em olha-lo, dizem que o processo de separação traz muito sofrimento, mas acho que sofrimento maior que esse que curti por anos não é maior. Neste momento a família se ausenta e não quer tomar partido (OBS:Não tenho parentes da minha parte, ou filha única e meus pais já são faleçidos, isto foi um dos motivos por eu não ter tomado uma atitude antes,sentia-me muito insegura)

Cinestra
Sofro agressões e agrido o meu companheiro. Ambos sofremos de um ciume incomtrolável; eu me trato há quatro anos com psiquiatra. Meu quadro é bem mais controlado; melhorei muito mas perdi o meu primeiro relacionamento pois era eu (mulher)quem agredia. Acho que a violência é algo que deve ser tratada com médico, amor e atenção da família, principalmente, Muitas vezes foi nela a origem desse vírus tão ruim principalmente para quem agride que é um eterno dependente da pessoa que é machucada. Hoje estou muito triste...

Marcela
Eu visitei o site e achei muito triste saber que essa realidade existe mesmo e que, qualquer uma de nós poderemos ser vítimas de nossos próprios companheiros. Eu fui vítima uma vez, quando tive um namorado que bebia e ficava violento. Estávamos na casa de uma amiga e como ele estava a fim de ficar com ela, ele começou a dizer que eu estava dando bola pra um rapaz que lá estava. Eles estavam na piscina e eu fora dela. Daí, ele começou a me bater, na frente de várias pessoas que não fizeram nada. Caída no chão, de costas, ele continuava a me dar murros na nuca, apenas a dona da casa gritava pra ele parar, quando resolveu parar eu levantei e ouvi a dona da casa gritar como havia ficado meu olho. Eu sai correndo da casa, peguei minha moto, aos prantos, quando chegava perto da casa de uma amiga, minhas vistas escureceram e pensei que ia desmaiar, parei a moto, recuperei e cheguei a casa dela. Tive principio de traumatismo craniano e meu olho ficou roxo e inchado como se tivesse levado pancadas no rosto. Fui ao médico, me receitou uns remédios e o cara viajou pro nordeste com um amigo.

Marli Cabulan Fantim
Quero agradecer mais uma vez em nome de todas as mulheres que sofrem caladas de violência fisícas, marais, verbais e outras, quando me pergunto, primeiro lugar, com grande carinho à oportunidade de partícipar desta página, como já enviei outro e-mail, mas quero fazer uma pergunta, será que os nossos gorvenistas, estão preocupados, em regulamentar está lei que os homens,depois de aposentados com bom salário, onde as mulheres construindo uma vida com eles, ficaram subimísta a eles,quando se propondo a sua vida a eles a trinta anos de casamento, dormindo na cama,onde ela largou tudo na sua vida trabalho, familía, a dedicar seu corpo sua alma, ter seus filhos , correr um mundo de mudanças como nomadis, para ele fazer uma carreira de trabalho dele, onde largou o seu porque naquele tempo era assim, um covarde tem o direito de vender tudo escondido o que foi construído juntos, onde achei que era hora de ajuda-lo, porque ele não trabalhava mais, depois se aposentando se comportou como um pássaro fora da gaióla, começou a me espancar violentamente, sempre não entemdia o porque batia tanto,mesmo não queria aceitar porque ele era minha vida e temos tres filhos lindos onde sofrem comigo, morão comigo e de maiores,mas como a vida no Brisil está difícel, ganhamos pouco mas graças a DEUS, eles não tem vicío nenhum, onde tinhamos uma qualidade de vida boa, meu marido nos abandonou deixou encima da cama um bilhete que estava me deixando que a nossa separação estava na justíça era só aguardar e ainda saiu com uma separação litigíosa por falta de afeto,me deixou toda indivídada e não sei como fez isso, mas sempre confie-i nelehoje um ano e oito meses, nunca mais eu o vi, só sei que mora com uma moça que tem uma filha de 5 anos, não sei se é dele ou não, só falta passar e entrar em minha casa,onde já frequenta a casa da minha sogra, ela quase marreu , queria saber que lei é está que um louco bate na mulher e sai numa boa enão setá pre ocupado com a familía, onde sobrevivo com ajuda dos outros, onde todaos nós estamos abalados, fins denúcia e corpo delíto na delegacia das mulheres, que não resolveu nada, anda solto pela rua hoje não consigo sair na rua de medo que ele me manda me matar, como a justíça é tarda, aí morro ele fica livre já vi vários casos assim, seria menos mas uma para ser julgada, cade os direitos das mulheres, que pelo visto nenhum juíz vai ver meu caso específico, covardes tem que ser preso, se for preciso particípo de um ONG, se for preciso faço um reláto pessoalmente ou mundialmentee não tenho vergonha, porque tnho a minha conciêcia tranquila, só queria ter paz e ser feliz e vaer o sorriso no rsoto da minha familía, sei que para quem não está no meu lugar, falam você tem que aceitar agora já foi,eu morro mas ter os meus direitos estou com cinquenta anos, não vou sair por aí procurando homem, para e ajudar sobreviver, mesmo porque as pesquisa hoje as moças mais novas querem homens mais velho, ou melhor, que dá a elas uma estrutura economicas, e estes COVARDES aproveitarão detá lei, que tem advogado que nen sabia que existia! Marli Cabulan Fantin, Londrina-Pr-fone 43-33236845 ou43-99975777. OBRIGADO!VAMOS NOS UNIR PARA QUE AS MULHERES SOBREVIVAM SEM VIOLÊCIA, ANTES DE MORRER!!!

Patricia Belonci
Como é dificil ter seu amor própio afetado por um ser que nem sabe quem você é e simplismente te agride fisicamente e moralmente.Dói, nem sei dizer o quanto e, principalmente, quando procuramos ajuda da justiça e não temos apoio nem um começando na propria delegacia onde eu fiz a denuncia.Com palavra dizendo:vc tem certeza que quer denunciar? isso será contrangedor para vc, não quer desistir? Pois foi assim que aconteceu comigo,mas mesmo assim denunciei e falei:mas contrangedor e humilhante do que passei pode ter certeza que isso que faço agora é o de menos.Então preocurei um advogado para me ajudar,No começo até me apoiou,mas depois me passou para outro advogado dizendo que era de sua confiança,pois não poderia continuar porque o agressor era seu amigo.Foi horrivel mas até ai aceitei confiando que ele estaria passando o caso para não me prejudicar e se enganei,pois no dia da audiência uma hora antes, depois de quase um ano esperando, fui com minhas testemunhas para seu escritório para me aconpanhar e ele falou:vc vai ser aconpanhada por outro advogado pois não vai dar para o advogado que arrumei para vc te acompanhar: ele teve que viajar...O mundo caiu sobre minha cabeça e falei:como se nem sei quem é? Como ele vai me defender se não sabe o que aconteceu, não sabe de meus sentimentos e problemas emocionais que passei, que segurnaça vou ter em encontrar cara a cara o agressor não consigo pois estou sem chão,ele respondeu:"não posso fazer nada se quiser tem que ser assim".Aí adiei a audiência pois tive uma crise nervosa.Agora não sei o que fazer nem quem procurar só conto com Deus,pois esse sim nunca me desamparou; é o unico que posso confiar em me ajudar a resolver esta situação que me destruiu por dentro,concluíndo tudo que falei tudo nesta vida quem tem mais pode mais... fazer o que mais um problema não resouvido pois foi tudo conbinado entre eles meu advogado na verdade estava do lado dele e não do meu.não sei se deveria deixar meu email mas vou tentar confiar mais uma vez,pois quem sabe alguém que ler isto pode me ajudar mostrar que há justiça ainda.............

Cirlei
Fui agredida por meu marido recentemente o qual me deixou sem um dente inferior e mais dois frouxos os quais tive que extrair e hematomas nos braços. Como me senti muito mal e com uma enorme baixa estima ainda não procurei esse órgão, mas essa semana o farei, pois não quero deixar passar em branco tal situação. Mas o dito cujo não mora mais na minha casa pois dei um basta. Espero de coração que o dia que eu procurar esse órgão que possam me ajudar. Agradeço por voces existirem.

Fernanda Daniella B. de Melo
Agradeço a sua iniciativa de alertar, como também ajudar nessa parte de orientação sobre esse problema que entristece a classe feminina. A mulher deve e merece ser valorizada e principalmente respeitada. Nós mulheres agradecemos!!!

Katiúscia Cheyenne
Sei que é muito constrangedor e nauseante falar deste tema, mas você mulher ao ser espancada, não deixe de denunciar o agressor, não se deve ter vergonha do que ocorreu com sua pessoa, mulher você é a vítima. Hoje poderá ser você, uma parênta, prima, irmã, mãe e até mesmo sua filha, lute pelo seus, nossos direitos.

Luciana
Nós mulheres introjetamos em boa medida o machismo. E os homens atribuem a nós as tarefas menos importantes para permaneceram no comando e manter o poder na sociedade. Mesmo com todas as conquistas as mulheres são vistas como objetos de prazer em grande parte. Podemos incentivar as mulheres a denunciar as agressões sofridas porque a maioria fica calada. O espancamento é só uma das formas de agressão, as maiores agressões se dão no cotidiano da vida social, na consideração da parte dos homens que somos inferiores; no fundo eles tem medo de perder os seus privilégios.

Ester
Tenho 33 anos, não tenho filhos, sou solteira; esta semana por estas duas semanas fui agredida pelo meu namorado. Não tenho coragem de contar a ninguém até mesmo porque ele é policial; quem iria acreditar pois ele não deixou marcas no meu corpo.

Dyana
Nunca pensei de sofrer agressão por parte do meu companheiro, mas infelizmente aconteceu, e continua acontecendo. Não sei o que fazer. Tenho medo que ele se vingue dos meus filhos caso o denuncie. Se possível gostaria de receber ajuda. Não tenho emprego, pois trabalho com meu parceiro em casa.

Maria Julia
Eu fui vitima de um psicopatico aqui onde moro, USA. Meu ex namorado, moravamos juntos , tinha alem da possessividade, um comportamento de estranhar, ele usava maconha e bebia e numa festa o ciumes o fez me espancar, eu o denunciei e ele fugiu pra Florida, embora fique ainda me ameacando por emails. Ele entrava na sala de chats onde tinha amigos e "inventou" historias sobre o comportamento dele. E hj ainda me persegue , tentando me coagir psicologicamente, mas gracas a Deus e aos amigos, acabei superando o trauma e tendo a certeza que mesmo ele sendo doente,vai colher o que plantou..o nome dele eh DURVAL SAMORA NETO, ELE EH DE GOIAS, E VIVE HOJE ENGANANDO MUITA MULHER NA NET.

Maísa Martins
Tenho 41 anos, um filho de 13 anos e fui casada 12 anos. Conheço o meu marido ha 17 anos. Sou mais uma vítima da violência contra a mulher. Durante o casamento sempre foi muito díficil mas a gente sempre pensa que vai mudar; todo o dia eu era violentada e ficava calada. Trabalhava em empresas de médio porte na área de Rec. Humanos, orientando as pessoas. Mas na prática era diferente (comigo). Até que ele em 2005 invadiu a firma e me ameaçou de morte por achar que eu tinha um amante. Desde então vivo com minha mãe pois sai de casa com a roupa do corpo. Já tentou me matar duas vezes, dei parte na DEAM e tem dois processos contra ele. Mas apesar de tudo ainda não posso trabalhar pois ele fica me vigiando 24 horas por dia. Ameaçando não só a mim mas toda a minha família. Eu e meu filho estamos com atendimento com uma psicologa (CACAV). Gostaria de ajudar outras mulheres iguais a mim. Chega de impunidade!

Graça Guedes
Sou presidente do Movimento Pró-Mulher Professora Nair Prado, em Itajubá MG e estamos trabalhando na divulgação da Lei "Maria da Penha" que coibe a violência doméstica e familiar. O fim do pagamento de cestas básicas ou trabalho comunitário deixa-nos a sensação de que a impunidade está com os dias contados. Agora é preciso encorajar as mulheres a denunciarem os agressores, uma vez que na nova lei tem muitas medidas protetivas à mulher vitimizada. Essa lei é como uma luz a iluminar os caminhos escuros da mulher agredida. Que bom estamos avançando!

Ruth
Por que as delegacias de Defesa da mulher não prestam atendimento 24 horas? Pois é na calada da noite que a maioria das violências ocorrem. É após a chegada do marido no lar (final de tarde) que acontece a violência. É nos finais de semana e feriados que há excesso na bebida e drogas e como conseqüência a violência. Então a mullher violentada, frágil, ameaçada, temerosa, precisa esperar o próximo dia útil para ser atendida. Isso não está certo. Tenho conhecimento que há apenas uma Delegacia em São Paulo que presta atendimento 24 horas. O que pode ser feito?

Andrea
Sofro perseguições dentro da minha casa, ele vai até ao banheiro comigo.Quando tentei fazer algo, ele internou-me involuntariamente por 3 dias em clinica psiquiatrica e perdi a guarda provisoria do meu filho porque ele conseguiu um laudo que eu desconhecia e apresentou ao juiz. E para conviver com meu filho aceitei-o de volta em casa, retirei a queixa de lesão corporal e vivo amedrontada. Porque ele diz-me que a qualquer momento, ele pode internar-me novamente que será fácil. Agora, não encontro nenhum advogado que acredite em mim o suficiente para defender-me, e sempre dizem para eu não dar queixa na policia. Gostaria de dar queixa, e por que não posso? Já que existiu um processo de guarda, e para que ele voltasse para casa teve de extingui-lo, e deixou lá uma carta de proprio punho dizendo que eu não tenho nenhum problema mental e ele tomou essa atitude porque estava nervoso. Porque não posso denuncià-lo? Então, só por ser marido e homem pode praticar tantos atos? Hoje sinto-me humilhada e já não frequento os mesmos lugares, pois em todos os locais que frequentava ele espalhou que eu estava com problemas mentais sérios. Se alguém puder dar-me alguma palavra de luz, eu agradeço. Eu quero lutar e denunciar.

Giselda
Graças a Deus não passo por este tipo de problemas, mas me angustio muito por ver mulheres sofrendo esse mal. Quero que cada vez mais, sejam divulgados estes abusos masculinos para que sejam tomadas providencias enérgicas sobre o caso. Afinal eu também tenho com quem me preocupar, tenho uma filha, sobrinhas que eu amo muito e peço a Deus que elas encontrem homens bons que as valorizem sempre. Eu acho que os homens devem sentir temor das leis, mas prá isso as leis tem que ser mais enérgicas, assim eles se sentiriam coibidos de praticar qualquer ato ruím contra a mulher. Esta é minha opinião.

Melissa Cristina Ferreira da Silva
Fui casada durante 09 anos, e em todo esse tempo fui vítima de grandes agressões, humilhações terríveis na presença de meus três filhos. Centenas de vezes fui para meu trabalho, com o corpo cheio de hematomas, sendo q usava d mentiras, poís s revelasse aos meus companheiros de trabalho a realidade,poderia ser agredida novamente. O medo q sentia era amargo, achava q jamais iria deixar de ser agredida. Tinha receio d denunciar e acabar sendo assassinada, pois constantemente era ameaçada. Até q um dia as agressões foram severas demais, e não aguentei mais, denunciei. E hoje vivo somente com os meus filhos, dormindo tranquila com a certeza d q não serei espancada e não sentirei mais medo da morte. Doeu, doeu muito, cicatrizes ficaram, acredito q jamais desaparecerão.

Elisabete Batista
Tenho 44 anos e fui agredida ontem por um namorado que tinha ha 1 ano; ele sempre foi agressivo comigo. Me xingava no meio da rua e fazia me passar vergonha. Ele nao aceitou a separacao e bateu na minha cara. Estou morrendo de vergonha da minha família e agora .......

Carlos Luiz
Foi uma das melhores coisas que Deus se utilizou de um homem e de uma mulher para espalhar através da internet esse site. A bíblia diz que quem acha uma mulher acha um tesouro.. É o encanto do lar, e muitas vezes só se reconhece isso quando se perde... Parabéns a você que teve essa inspiração. Que cada dia Ela tenha seu devido valor no lar e na sociedade. São inesplicáveis e muito bonitas as suas funções, qando tem a capacidade de gerar, cuidar dos filhos e do lar e as vezes são até chamadas para ocupar lugares de destaques como Débora que foi uma grande Juíza... Que o Rei dos Reis JESUS CRISTO, continue ajudando nessa peleja.

Ana Claudia
Terminei o meu namoro de um ano e dois meses,pois fui vítima de agressões com o meu namorado; ele tentou me matar duas vezes,pois tinha um ciúmes doentio.Perdi todos os contatos com as amigas,tinha que sempre levar o celular em todos os lugares ,não me deixava sair com roupas que gostava de usar pois ja chegou até a rasgar a minha roupa e me agrediu com palavras e até mesmo fisícamente,tentando me enforcar e falando que iria me matar se terminasse com ele pois não aguentaria me ver com outra pessoa; ja tentei terminar varias vezes mas não consegui; fiquei com medo dele, acho que agora consegui me livrar mas não é fácil; temos que ser fortes para lidarmos com essa situação.

Meire
Vivo há 10 anos com meu marido, tenho duas lindas filhas, sou professora e atualmente coordeno um projeto chamado Escola da Familia. Sofro agressões tanto psicológicas como agressoes físicas, que vão de um simples empurrão a constantes violências sexuais seguido de socos e pontapés...meu marido diz que faz isso por ciúme... por amor...por raiva...sei lá...o fato é que perdi a noçao dos sentidos; as vezes acredito nesse amor, as vezes me sinto culpada pelo que ele me faz...sinto vergonha de mim, uma mulher independente, ou que se faz de independente para os outros e, no entanto se aprisiona diante dos devaneios de um homem totalmente embrutecido diante de mim. Para as filhas é o pai ideal... Nunca abri a boca para minha família e nem a dele, mas sinto que nao aguentarei por muito tempo. Se me perguntasse porque ainda estou com ele reponderia prontamente que não sei... talvez por medo das ameaças ou de repente me acostumei...nao com as agressoes, mas em sempre achar uma explicaçao para tudo...É a primeira vez que me abro com alguém...mesmo porqe estou sufocada...Hoje mesmo sai de uma sessão de tapas, socos e muita discussão...estou ferida, muito ferida...as dores externas não chegam nem aos pés da dor da alma...meus hematomas não deixaram sequer eu trabalhar....

Marta
Justamente existem muitos senhores que pensam como o Sr.Esdon de Arruda Câmara e é por isso que existe a necessidade de que alguém defenda os direitos e dignidade da mulher. Porque quando comparecemos ,humilhadas e desamparadas em uma delegacia comum, não nos tratam como seres humanos e sim como seres de classe inferior (mulheres). A agressão que sofri foi física, psicológica e acabou com minhas referencias profissionais e meus agressores sequer foram punidos, homens que se colocaram na frente de um juiz e choraram por arrependimento, não houve punição. Então, o senhor diria que fui defendida como ser humano? NÃO , como mulher! Portanto, peço -lhe que ao tratar desse assunto pense que um dia possa ser com sua filha, e então não achara que é igual um soco desferido por um homen no rosto de uma mulher. Além, do mais eles sempre tem a opção de pedir a separação antes de bater, mulheres ao serem pegas de surpresa com um soco ou chute somente poderão partir para a separação após estarem machucadas.




Em memória às mulheres do mundo inteiro
que foram vítimas da violência.

Volta