
10 de dezembro de 1936Era um dia ensolarado de primavera e o casco do navio, engalanado com bandeiras egalhardetes, estava pintado de zarcão, a tinta anti-ferrugem normalmente usada. Quando o navio começou a deslizar pela carreira, a madrinha, Miss Nancy Lee Morrill, exclamou: - "Eu te batizo "St. Louis" elançou a tradicional garrafa de "champagne" no lado direito do casco, perto da proa.
10 de fevereiro de 1939Sua construção foi completada, na Base Naval de Norfolk, Virginia, onde ficou baseado depois de sua incorporação à Marinha, que ocorreu em 19 de maio do mesmo ano. Seu primeiro Comandante foi o CMG USN Charles H. Morrison, por coincidência, nascido na cidade cujo nome o navio ostentava.
15 de setembro de 1939Seu adestramento inicial ("shakedown") foi realizado em Norfolk, Va. e completado em 6 de outubro de 1939.
15 de setembro de 1939Iniciava-se a II Guerra Mundial e o "St. Louis" foi designado para a Esquadra do Atlântico, na qual, por cerca de 11 meses,foi empregado em patrulhas da área marítirna do Atlântico Norte, que visavam a implementação da neutralidade dos EUA.
12 de dezembro de 1940Designado para a Esquadra do Pacífico, chegou a Pearl Harbour. Na Esquadra do Pacífico, participou das operações de patrulha da área marítima e de adestramento até o seu primeiro período de reparos, realizado no estaleiro naval de Mare Island (San Francisco). Retornando ao Hawai, em 20 de junho de 1941, continuou participando das operações da Esquadra do Pacífico até 28 de setembro, quando iniciou um período de manutenção (e no qual foram instalados seus primeiros radares).
7 de dezembro de 1941O dia do ataque japonês à Esquadra do Pacífico em Pearl Harbour, o "St. Louis" se encontrava atracado ao pier de Southeast Lock.

07:56Seus vigias avistaram os aviões japoneses (cujos alvos principais eram os encouraçados fundeados na chamada "Battleship Row", as instalações da base naval e os aeroportos existentes na ilha).
08:06Seu Comandante, o CMG (USN) George Rood determinou que o navio guarnecesse "Postos de Combate" abrisse fogo com os canhões disponíveis, enquanto iniciava os preparativos para suspender - o navio estava com suas caldeiras apagadas, recebendo energia de terra e não havia, em terra, quem auxiliasse a manobra de desatracação (retirando as pranchas e as espias e desligando os cabos de alimentação de energia de terra e as mangueiras de água e vapor) e rebocadores para auxiliar a manobra.
08:20Mesmo atracado, conseguiu abater três aviões japoneses. Cerca de quinze minutos depois conseguiu restabelecer a alimentação de seu armamento de 6 polegadas, que havia sido desconectado e o navio estava pronto e guarnecido para combate.Foi o "St. Louis" o primeiro navio de porte a sair de Pearl Harbour.
09:31Ao entrar no canal navegável, foi atacado por um mini-submarino japonês, mas os torpedos explodiram nos recifes, a menos de 200 jardas do navio - talvez a esse evento se deva o apelido de "Lucky Lou" dado ao navio
6 de janeiro de 1942O USS "St. Louis" partiu para São Francisco com a Força Tarefa (TF 17), capitaneada pelo porta-aviões USS "Yorktown" CV-5 e escoltou os navios transportando a Força de Fuzileiros para reforçar as defesas de Samoa.
20 a 24 de janeiro de 1942A Força Tarefa cobriu o desembarque em Pago Pago e partiu para realizar ataques aéreos às ilhas Marshalls e Gilberts.
7 de fevereiro de 1942Retorna a Pearl Harbour.Lá, o "St. Louis" voltou ao serviço de escolta aos comboios Hawai-Califórnia. Na primavera, depois de uma jornada às Novas Hébridas, escoltou o SS "President Coolidge", que estava transportando o Presidente Quezon das Filipinas para a Costa Oeste, chegando a São Francisco a 8 de maio.
8 de maio de 1942Em São Francisco, o Cruzador passou para um grupo de reforço que levou aviões e Fuzileiros para a Ilha Midway, em antecipação dos reforços japoneses para tomarem aquele posto avançado chave.
25 de maio de 1942Entregou sua carga ao seu destino no meio do oceano e se dirigiu ao norte como unidade da Força Tarefa 8 para reforçar as defesas das Aleutas.
31 de julho de 1942O "St. Louis" chegou a Kodiak, onde recebeu combustível e passou a patrulhar ao sul da Península do Alaska. Por todo o mes de julbo, continuou as patrulhas em direção oeste, para interceptar possível navegação inimiga.
3 de agosto de 1942Encaminhou-se para Kiska para a sua primeira missão de bombardeamento costeiro. Quatro dias depois atirou contra essa ilha em mãos inimigas e voltou para Kodiak.
11 de agosto de 1942O "St. Louis" continuou as patruihas nas áreas das Aleutas e cobriu a ocupação aliada de Adak.
25 de outubro de 1942Prosseguiu via Dutch Harbor para a Califórnia para manutenção em Mare Island.
4 de dezembro de 1942O Cruzador partiu de São Francisco com transportes destinados à Nova Caledônia. Protegeu o comboio até seu ancoradouro em Noumea dia 21 e dirigiu-se para Espiritu Santo, nas Novas Hébridas, de onde procedeu para as Solomons.
janeiro de 1943 Começou a operar bombardeando instalações japonesas em Munda e Kolombangara e durante os cinco meses seguintes, repetiu esses ataques e patrulhou a "Fenda" nas Solomons Centrais, em um esforço para parar o "Expresso de Tóquio", navegação de reforço e suprimento que buscava quase que toda a noite reforçar as guarnições japonesas naquela ilha em Guadacanal.
noite de 4 para 5 de julho de 1943Participou do bombardeio de Vila e Bairoko Harbor, na Nova Georgia. A Divisão 9, da qual o "St. Louis" participava, e sua escolta de contratorpedeiros retrocedeu em direção de Tulagi para reabastecimento. Na batalha de Kula Gulf, que se seguiu, o USS "Helena"(CL-50), irmão do "St. Louis", e dois navios inimigos foram afundados.
seis noites depoisA Força Tarefa 18 engajou-se com o inimigo na madrugada do dia 13 na ação que ficou conhecida como batalha de Kolombangara, em Tulagi. Nessa ação, um cruzador inimigo ("Jintsu") e o contratorpedeiro americano USS "Gwin" foram afundados. O "St. Louis", seu irmão "Honolulu" e um cruzador leve da Nova Zelândia ("Leander") ficaram danificados. O "St. Louis" recebeu um torpedo que torceu a proa mas não causou baixas sérias.
tarde do dia 13 de julho de 1943O "St. Louis" voltou a Tulagi. De lá seguiu para Espiritu Santo para reparos temporários e daí para Mare Island para completar o trabalho.Em meados de novembro voltou as Solomons e, nos dias 20 a 25 cobriu os fuzileiros que lutavam pela conquista de Bougainville. Em dezembro, voltou a essa ilha para bombardear concentrações de tropas e , em janeiro de 1944, seguiu para o sul onde bombardeou instalações inimigas nas ilhas Shortland. Em 10 de janeiro viajou de volta à Florida Island. Em fevereiro, mais uma vez navegou para o noroeste, dessa vez nas Solomons e Bismarks no extremo norte.
13 de março de 1944Chegou na área entre Buka e o canal St. George para dar apoio a operações de desembarque nas ilhas Green, ao largo de New Ireland.
18:55 do dia 14 de março de 1944Seis bombardeiros Vals foram avistados se aproximando do grupo de "St Louis". Cruzando na pôpa dos navios, os aviões inimigos sairam para sudeste, viraram e se reaproximaram. Só cinco permaneceram na formação que se dividiu em dois grupos. Dois dos aviões fecharam no "St. Louis".O primeiro avião lançou três bombas que quase acertararn o navio. O segundo avião soltou mais três. Uma delas atingiu o "St. Louis" e penetrou na sala de preparo de pente de projéteis de 40 milimetros, próximo à torre número 6 e explodiu nos alojamentos a meio do navio. Vinte e três tripulantes morreram e 26 ficaram feridos, sendo 10 sériamente. Um incêndio que havia começado naquela sala foi prontamente extinto. Os dois aviões ficaram inoperáveis e seu sistema de ventilação foi danificado. Cessou a comunicação com a casa de máquinas à ré e o Cruzador teve a velocidade reduzida para 18 nós
15 de março de 1944Sobreviveu a outro ataque aéreo e então recebeu ordens de voltar a Purvis Bay.Os reparos foram completados no fim do mes, e em março, o "St. Louis" voltava a operar com a sua divisão.Durante o mes de maio permaneceu nas Solomons e em 4 de junho navegou para as Marshalls de onde, no dia 10, partiu para as Marianas na TF-52, a força de assalto de Saipan.
14 de julho de 1944O "St. Louis" mais uma vez rumou para as Marianas. No dia seguinte, danificou o hélice número 3 e perdeu 39 pés do eixo de cauda. Não obstante, dois dias depois, chegou ao largo das Ilhas Guan como programado e durante a tarde cobriu equipes de demolição sub-aquáticas que trabalhavam nas praias de desernbarque. Após os bombardeios das praias, o Cruzador seguiu dia 29 das Marianas para Pearl Harbour, de onde seguiu depois para a Califórnia, a fim de se submeter a reparos. Em meados de outubro, navegou de volta para o Hawai. Treinou até o fim do mes e seguiu através do Pacífico via Ulithi e Kossol Roads, para as Filipinas.
16 de novembro de 1944Chegou no Golfo de Leyte.Durante os 10 dias seguintes, patrulhou no golfo e no Estreito de Surigao.
12:00 do dia 27 de novembro de 1944Uma formação de 12 a 14 aviões inimigos atacou a formação do Cruzador. O "St. Louis" saiu ileso na curta batalha. Pouco tempo depois, outros 10 aviões inimigos foram avistados dividindo-se em três grupos de ataque de quatro e de dois aviões. Um Val foi atingido e em chamas, fez um mergulho suicida no "St. Louis" explodindo com sua bomba no Cruzador. Logo começaram incêndios na área do hangar do navio. Cerca de dez tripulantes das metralhadoras de 20 milimetros da popa, foram mortos ou feridos.Mais dois aviões inimigos, ambos em chamas, atacaram o "St. Louis". O primeiro foi derrubado e o segundo continuou o ataque e colidiu a boreste. Uma parte de 6 metros do cinturão de blindagem foi perdida e numerosos furos foram feitos no casco. O navio cormeçou a apresentar uma inclinação para boreste. Em seguida, outro piloto japonês kamikase se aproximou do "St. Louis". Foi atingido a 400 jardas da popa.
12:36 do dia 27 de novembro de 1944O Cruzador estava de volta, aprumado, meia hora depois, todos os incêndios estavam extintos e os trabalhos de recuperação estavam bem estabelecidos. O saldo desses ataques foi: 15 tripulantes mortos, 1 desaparecido, 21 feridos graves e 22 feridos leves. No dia 28, os feridos mais graves foram transferidos e o navio partiu para San Pedro Bay para reparos, lá chegando pelo fim de dezembro.
1º de março de 1945O "St. Louis" partiu da Califórnia e, em meados do mês, tinha participado de ataques contra as ilhas domésticas do sul do Japão navegando para o sul, para as Ryukyus para se juntar a TF-54 bombardeando Okinawa e escoltando varredores de minas e equipes de demolição pré-desembarque.
15 de março de 1945O Cruzador deu cobertura a varredores de minas ao largo de Iwo Jima e voltou a dar apoio de fogo ao largo de Okinawa. Em 25 de julho mudou-se para o TF-95 e, dia 28, deu apoio a ataques aéreos contra instalações japonesas no território Asiático.
31 de abril de 1945Foi a Kerama Retto e voltou à ilha maior para garantir as forças desembarcadas nas praias de Hagushi a 1º de abril. Seguiram-se breves incursões no Mar Chines Oriental e no início de agosto atracou em Buckner Bay, onde ficou até o fim das hostilidades em 15 de agosto.Serviços de após-guerra mantiveram o Cruzador no Extremo Oriente por dois meses e meio. Em outubro, viajou para Shangai. Em meados desse mes ajudou a transportar unidades do Exército Chines para Formosa integrando a frota do "Tapete Mágico", para levar veteranos de volta aos Estados Unidos.
fevereiro de 1946 Foi transferido para o Atlântico, tendo chegado à Philadelphia, para ser desativado e incorporado à 16º Esquadra (inativa) em 20 de junho de 1946. Permaneceu atracado na ilha de League, até 1951, quando seu nome foi riscado da Lista de Navios da USN e indicado para transferência para a Marinha do Brasil.
28 de junho de 1976Depois de 24 anos servindo à Marinha do Brasil, o cruzador Tamandaré foi desativado às 10h3Omin, no cais do Arsenal da Marinha, obedecendo o Aviso Ministerial assinado no dia 12 de abri de 1976. A cerimônia simbolizando o desarmamento, que durou 15 minutos, foi presidida pelo Almirante-de-Esquadra Gualter Maria Menezes de Magalhães, Chefe do Estado-Maior da Armada, e contou corn a presença de dois ex-comandantes do navio, os ex-Ministros da Marinha, Almirantes Paulo Bosísio, primeiro comandante do cruzador e Silvio Heck.Depois de ler o aviso de baixa, o Chefe do Estado-Maior da Armada procedeu aos arriamentos da bandeira e da flâmula de comando do navio. Em seguida foi lida a ordem do dia, rememorando o lançamento do cruzador ao mar e as missões de que participou.
5 de agosto de 1980O "Tamandare"', depois de desarmado, havia sido vendido pela Marinha do Brasil através de leilão. Foi arrematante a empresa Superwinton Enterprises Inc., sediada no Panamá, que adquiriu a propriedade do navio por 1 milhão e 100 mil dólares, declarando que o destino do mesmo seria o porto de Hong Kong. No entanto, provavelmente por questões de mercado, a empresa proprietária contratou o reboque para Formosa, onde seria feito o desmonte.O Cruzador saiu da Baía da Guanabara a reboque de um navio da Luzon Stevedores Corp., o "Royal", de bandeira filipina.
24 de agosto de 1980As válvulas de fundo haviam sido inspecionadas e lacradas. As portas e escotilhas estanques foram bem fechadas.No dia 23 de agosto de 1980, ao se aproximar do sul da Africa, o rebocador encontrou mau tempo, apresentando o cruzador uma banda, que foi se acentuando apesar do reboque seguir a boa velocidade. Aproveitando as melhores condições de tempo, com sacrifício, o navio foi visitado por uma turma de reparos que, utilizando-se de um lanchão, atracaram a contrabordo do cruzador no dia seguinte.Verificou-se haver muita água no segundo convés, mas não se pôde ir mais abaixo por falta de luz e por medo do forte balanço, que fazia bater muito o liquido existente na terceira coberta. Contudo, foram feitos os consertos até onde foi possível alcançar sem risco de vida.Feito isso, decidiram arribar em Cape Town, rumando para aquele porto. Na noite de 24 de agosto de 1980, por volta das 22hs e 22 min, na posição de 38'48s e 0l'24w, o valente cruzador começou a submergir, sendo então largado o cabo de reboque. Por fim o glorioso Cruzador "Tamandare"/"Saint Louis", afundou no Atlântico, repousando para sempre no fundo do mar.
